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Resumo de fórmulas
As fórmulas que mais aparecem nas provas, com o que cada símbolo significa e em que unidade entra na conta.
Estequiometria e mol
Ponte entre massa, número de partículas e volume de gás. É a base de quase toda conta de estequiometria.
Quantidade de matéria
n = m / M
- n
- quantidade de matéria, em mol
- m
- massa da amostra, em g
- M
- massa molar, em g/mol
Número de entidades
N = n · NA
- N
- número de átomos, moléculas ou íons
- NA
- constante de Avogadro, cerca de 6,02 × 10²³ mol⁻¹
Volume molar de gás
V = n · Vm
- V
- volume do gás, em L
- Vm
- volume molar: 22,4 L/mol nas CNTP (0 °C e 1 atm)
Com a referência atual da IUPAC (0 °C e 1 bar) o volume molar é 22,7 L/mol. Use o valor que o enunciado der.
Rendimento
rendimento (%) = (quantidade obtida / quantidade teórica) × 100
- quantidade teórica
- o que a reação daria com 100% de aproveitamento, pela proporção estequiométrica
Pureza
pureza (%) = (massa da substância pura / massa da amostra) × 100
- massa da amostra
- massa total do material, com as impurezas
Só a parte pura reage: multiplique a massa da amostra pela pureza antes de entrar na proporção.
Gases
Comportamento do gás ideal. Temperatura sempre em kelvin nas fórmulas.
Equação de Clapeyron
p · V = n · R · T
- p
- pressão, em atm
- V
- volume, em L
- T
- temperatura absoluta, em K
- R
- constante dos gases: 0,082 atm·L·mol⁻¹·K⁻¹ (ou 8,31 J·mol⁻¹·K⁻¹)
As unidades de p e V precisam combinar com as de R.
Equação geral dos gases
p1 · V1 / T1 = p2 · V2 / T2
- 1 e 2
- estados inicial e final da mesma quantidade de gás
Isotérmica (T constante), isobárica (p constante) e isocórica (V constante) são casos particulares.
Escala Kelvin
T = t + 273
- T
- temperatura em K
- t
- temperatura em °C (o valor exato é 273,15)
Pressão parcial (Dalton)
pA = xA · ptotal
- xA
- fração em quantidade de matéria do gás A: n(A) / n(total)
- ptotal
- pressão da mistura, soma das pressões parciais
Densidade de um gás
d = p · M / (R · T)
- d
- densidade, em g/L
- M
- massa molar do gás, em g/mol
Soluções e concentração
O índice 1 indica o soluto, o índice 2 o solvente, e sem índice a solução.
Concentração comum
C = m1 / V
- m1
- massa de soluto, em g
- V
- volume da solução, em L
- C
- concentração, em g/L
Concentração em quantidade de matéria
[X] = n1 / V
- n1
- quantidade de matéria de soluto, em mol
- [X]
- concentração, em mol/L
Relação entre as concentrações
C = [X] · M1
- M1
- massa molar do soluto, em g/mol
Título em massa
τ = m1 / m
- m
- massa da solução: soluto mais solvente
- τ
- título, sem unidade; vezes 100 dá a porcentagem em massa
Partes por milhão
ppm = (m1 / m) × 106
- ppm
- partes de soluto em um milhão de partes de solução, na mesma unidade
Concentração a partir do título e da densidade
C = 1000 · d · τ
- d
- densidade da solução, em g/mL
- C
- concentração, em g/L
Diluição
C1 · V1 = C2 · V2
- 1 e 2
- antes e depois de acrescentar solvente; a quantidade de soluto não muda
Vale igualmente com a concentração em mol/L.
Mistura de soluções do mesmo soluto
Cf · Vf = C1 · V1 + C2 · V2
- Vf
- volume final, soma dos volumes misturados
Termoquímica
Variação de entalpia (ΔH) de uma reação a pressão constante.
Variação de entalpia
ΔH = Hprodutos − Hreagentes
- ΔH < 0
- reação exotérmica: libera calor
- ΔH > 0
- reação endotérmica: absorve calor
Pelas entalpias de formação
ΔH = ΣΔHf(produtos) − ΣΔHf(reagentes)
- ΔHf
- entalpia de formação, multiplicada pelo coeficiente da equação
Substância simples no estado padrão e na forma mais estável tem entalpia de formação zero.
Pelas energias de ligação
ΔH = ΣE(ligações rompidas) − ΣE(ligações formadas)
- E
- energia de ligação, em kJ/mol; romper absorve, formar libera
Lei de Hess
ΔH = ΔH1 + ΔH2 + ΔH3 + ...
- etapas
- equações intermediárias que, somadas, dão a equação pedida
Inverter a equação troca o sinal de ΔH; multiplicar a equação multiplica ΔH pelo mesmo fator.
Calorimetria
Q = m · c · ΔT
- Q
- calor trocado, em cal ou J
- c
- calor específico: água, 1 cal/(g·°C), cerca de 4,18 J/(g·°C)
- ΔT
- variação de temperatura, em °C ou K
Cinética química
Velocidade das reações e como ela depende das concentrações.
Velocidade média
v = |Δ[X]| / Δt
- Δ[X]
- variação da concentração de X, em mol/L
- Δt
- intervalo de tempo
A velocidade média da reação é a velocidade de cada participante dividida pelo seu coeficiente.
Lei de velocidade
v = k · [A]a · [B]b
- k
- constante de velocidade, depende da temperatura
- a e b
- ordens em relação a A e a B, determinadas experimentalmente
Só na reação elementar as ordens coincidem com os coeficientes da equação. A ordem global é a soma a + b.
Equilíbrio químico e pH
Para a reação aA + bB ⇌ cC + dD, com concentrações no equilíbrio.
Constante de equilíbrio em concentração
Kc = [C]c · [D]d / ([A]a · [B]b)
- [ ]
- concentração no equilíbrio, em mol/L
Sólidos e líquidos puros não entram na expressão.
Constante em pressão parcial
Kp = Kc · (R · T)Δn
- Δn
- quantidade de matéria gasosa dos produtos menos a dos reagentes
Produto iônico da água
Kw = [H+] · [OH−] = 1,0 × 10−14
- a 25 °C
- o valor muda com a temperatura
pH
pH = −log[H+]
- [H+]
- concentração de íons hidrogênio, em mol/L
- pH < 7
- meio ácido, a 25 °C; acima de 7, básico
pOH e a relação com o pH
pOH = −log[OH−] e pH + pOH = 14
- 14
- vale a 25 °C, porque Kw = 1,0 × 10⁻¹⁴
Constante de ionização de ácido
Ka = [H+] · [A−] / [HA]
- HA
- ácido fraco não ionizado; quanto maior Ka, mais forte o ácido
Lei da diluição de Ostwald
Ka ≈ α2 · [HA]inicial
- α
- grau de ionização; a aproximação vale para α pequeno (ácido fraco)
Eletroquímica
Pilhas (reação espontânea gera corrente) e eletrólise (corrente força a reação).
Diferença de potencial da pilha
ΔE° = E°red(cátodo) − E°red(ânodo)
- E°red
- potencial padrão de redução, em V
- ΔE° > 0
- pilha espontânea
No cátodo ocorre redução; no ânodo, oxidação. Multiplicar a semirreação não muda o potencial.
Carga elétrica
Q = i · t
- Q
- carga, em C
- i
- corrente, em A
- t
- tempo, em s
Constante de Faraday
Q = n(e−) · F
- n(e−)
- quantidade de matéria de elétrons, em mol
- F
- cerca de 96 500 C por mol de elétrons
Massa depositada na eletrólise
m = M · i · t / (k · F)
- M
- massa molar do elemento, em g/mol
- k
- número de elétrons por íon na semirreação (Cu²⁺ tem k = 2)
Radioatividade
Decaimento de núcleos instáveis. A conserva o número de massa e Z o número atômico.
Meia-vida
m = m0 / 2x, com x = t / P
- m0
- massa (ou número de átomos, ou atividade) inicial
- P
- meia-vida, tempo para cair à metade
- x
- número de meias-vidas no tempo t
Emissão alfa
AZX→42α + A−4Z−2Y
- α
- partícula alfa, núcleo de hélio: A diminui 4 e Z diminui 2
Emissão beta
AZX→0−1β + AZ+1Y
- β
- partícula beta, elétron emitido pelo núcleo: A não muda e Z aumenta 1
Fórmula decorada se fixa resolvendo questão
Pratique com questões comentadas de cada tema, com a correção na hora.