Moisés Medeiros

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Resumo de fórmulas

As fórmulas que mais aparecem nas provas, com o que cada símbolo significa e em que unidade entra na conta.

Estequiometria e mol

Ponte entre massa, número de partículas e volume de gás. É a base de quase toda conta de estequiometria.

Quantidade de matéria

n = m / M

n
quantidade de matéria, em mol
m
massa da amostra, em g
M
massa molar, em g/mol

Número de entidades

N = n · NA

N
número de átomos, moléculas ou íons
NA
constante de Avogadro, cerca de 6,02 × 10²³ mol⁻¹

Volume molar de gás

V = n · Vm

V
volume do gás, em L
Vm
volume molar: 22,4 L/mol nas CNTP (0 °C e 1 atm)

Com a referência atual da IUPAC (0 °C e 1 bar) o volume molar é 22,7 L/mol. Use o valor que o enunciado der.

Rendimento

rendimento (%) = (quantidade obtida / quantidade teórica) × 100

quantidade teórica
o que a reação daria com 100% de aproveitamento, pela proporção estequiométrica

Pureza

pureza (%) = (massa da substância pura / massa da amostra) × 100

massa da amostra
massa total do material, com as impurezas

Só a parte pura reage: multiplique a massa da amostra pela pureza antes de entrar na proporção.

Gases

Comportamento do gás ideal. Temperatura sempre em kelvin nas fórmulas.

Equação de Clapeyron

p · V = n · R · T

p
pressão, em atm
V
volume, em L
T
temperatura absoluta, em K
R
constante dos gases: 0,082 atm·L·mol⁻¹·K⁻¹ (ou 8,31 J·mol⁻¹·K⁻¹)

As unidades de p e V precisam combinar com as de R.

Equação geral dos gases

p1 · V1 / T1 = p2 · V2 / T2

1 e 2
estados inicial e final da mesma quantidade de gás

Isotérmica (T constante), isobárica (p constante) e isocórica (V constante) são casos particulares.

Escala Kelvin

T = t + 273

T
temperatura em K
t
temperatura em °C (o valor exato é 273,15)

Pressão parcial (Dalton)

pA = xA · ptotal

xA
fração em quantidade de matéria do gás A: n(A) / n(total)
ptotal
pressão da mistura, soma das pressões parciais

Densidade de um gás

d = p · M / (R · T)

d
densidade, em g/L
M
massa molar do gás, em g/mol

Soluções e concentração

O índice 1 indica o soluto, o índice 2 o solvente, e sem índice a solução.

Concentração comum

C = m1 / V

m1
massa de soluto, em g
V
volume da solução, em L
C
concentração, em g/L

Concentração em quantidade de matéria

[X] = n1 / V

n1
quantidade de matéria de soluto, em mol
[X]
concentração, em mol/L

Relação entre as concentrações

C = [X] · M1

M1
massa molar do soluto, em g/mol

Título em massa

τ = m1 / m

m
massa da solução: soluto mais solvente
τ
título, sem unidade; vezes 100 dá a porcentagem em massa

Partes por milhão

ppm = (m1 / m) × 106

ppm
partes de soluto em um milhão de partes de solução, na mesma unidade

Concentração a partir do título e da densidade

C = 1000 · d · τ

d
densidade da solução, em g/mL
C
concentração, em g/L

Diluição

C1 · V1 = C2 · V2

1 e 2
antes e depois de acrescentar solvente; a quantidade de soluto não muda

Vale igualmente com a concentração em mol/L.

Mistura de soluções do mesmo soluto

Cf · Vf = C1 · V1 + C2 · V2

Vf
volume final, soma dos volumes misturados

Termoquímica

Variação de entalpia (ΔH) de uma reação a pressão constante.

Variação de entalpia

ΔH = Hprodutos − Hreagentes

ΔH < 0
reação exotérmica: libera calor
ΔH > 0
reação endotérmica: absorve calor

Pelas entalpias de formação

ΔH = ΣΔHf(produtos) − ΣΔHf(reagentes)

ΔHf
entalpia de formação, multiplicada pelo coeficiente da equação

Substância simples no estado padrão e na forma mais estável tem entalpia de formação zero.

Pelas energias de ligação

ΔH = ΣE(ligações rompidas) − ΣE(ligações formadas)

E
energia de ligação, em kJ/mol; romper absorve, formar libera

Lei de Hess

ΔH = ΔH1 + ΔH2 + ΔH3 + ...

etapas
equações intermediárias que, somadas, dão a equação pedida

Inverter a equação troca o sinal de ΔH; multiplicar a equação multiplica ΔH pelo mesmo fator.

Calorimetria

Q = m · c · ΔT

Q
calor trocado, em cal ou J
c
calor específico: água, 1 cal/(g·°C), cerca de 4,18 J/(g·°C)
ΔT
variação de temperatura, em °C ou K

Cinética química

Velocidade das reações e como ela depende das concentrações.

Velocidade média

v = |Δ[X]| / Δt

Δ[X]
variação da concentração de X, em mol/L
Δt
intervalo de tempo

A velocidade média da reação é a velocidade de cada participante dividida pelo seu coeficiente.

Lei de velocidade

v = k · [A]a · [B]b

k
constante de velocidade, depende da temperatura
a e b
ordens em relação a A e a B, determinadas experimentalmente

Só na reação elementar as ordens coincidem com os coeficientes da equação. A ordem global é a soma a + b.

Equilíbrio químico e pH

Para a reação aA + bB ⇌ cC + dD, com concentrações no equilíbrio.

Constante de equilíbrio em concentração

Kc = [C]c · [D]d / ([A]a · [B]b)

[ ]
concentração no equilíbrio, em mol/L

Sólidos e líquidos puros não entram na expressão.

Constante em pressão parcial

Kp = Kc · (R · T)Δn

Δn
quantidade de matéria gasosa dos produtos menos a dos reagentes

Produto iônico da água

Kw = [H+] · [OH−] = 1,0 × 10−14

a 25 °C
o valor muda com a temperatura

pH

pH = −log[H+]

[H+]
concentração de íons hidrogênio, em mol/L
pH < 7
meio ácido, a 25 °C; acima de 7, básico

pOH e a relação com o pH

pOH = −log[OH−] e pH + pOH = 14

14
vale a 25 °C, porque Kw = 1,0 × 10⁻¹⁴

Constante de ionização de ácido

Ka = [H+] · [A−] / [HA]

HA
ácido fraco não ionizado; quanto maior Ka, mais forte o ácido

Lei da diluição de Ostwald

Ka ≈ α2 · [HA]inicial

α
grau de ionização; a aproximação vale para α pequeno (ácido fraco)

Eletroquímica

Pilhas (reação espontânea gera corrente) e eletrólise (corrente força a reação).

Diferença de potencial da pilha

ΔE° = E°red(cátodo) − E°red(ânodo)

E°red
potencial padrão de redução, em V
ΔE° > 0
pilha espontânea

No cátodo ocorre redução; no ânodo, oxidação. Multiplicar a semirreação não muda o potencial.

Carga elétrica

Q = i · t

Q
carga, em C
i
corrente, em A
t
tempo, em s

Constante de Faraday

Q = n(e−) · F

n(e−)
quantidade de matéria de elétrons, em mol
F
cerca de 96 500 C por mol de elétrons

Massa depositada na eletrólise

m = M · i · t / (k · F)

M
massa molar do elemento, em g/mol
k
número de elétrons por íon na semirreação (Cu²⁺ tem k = 2)

Radioatividade

Decaimento de núcleos instáveis. A conserva o número de massa e Z o número atômico.

Meia-vida

m = m0 / 2x, com x = t / P

m0
massa (ou número de átomos, ou atividade) inicial
P
meia-vida, tempo para cair à metade
x
número de meias-vidas no tempo t

Emissão alfa

AZX→42α + A−4Z−2Y

α
partícula alfa, núcleo de hélio: A diminui 4 e Z diminui 2

Emissão beta

AZX→0−1β + AZ+1Y

β
partícula beta, elétron emitido pelo núcleo: A não muda e Z aumenta 1

Fórmula decorada se fixa resolvendo questão

Pratique com questões comentadas de cada tema, com a correção na hora.